Enfim chegamos no limite dos tempos. Poderia falar para vocês sobre todo o planeta, ameaçado pelos malucos de Trump que invadiram o Capitólio, pelos predadores da liberdade e democracia e pelos demais insanos gigolôs do petróleo e de outros tantos recursos naturais do Cosmo, como proprietários dos territórios, das ciências, das artes, dos exércitos, das vidas e das mortes. Mas nosso Brasil é extremamente emblemático, para representar tão extrema e esdrúxula tendência assim suicida. Simultâneas ou isoladas, cada onda de grave recessão econômica na sua renda, ou de pandemia sanitária, ou ainda de catástrofes ou desastres climáticos ou naturais, mais se acirram nossos conflitos: entre diversas visões políticas da sociedade, essas sempre fartamente fundamentadas em fé ou nas técnicas e tecnologias, emanadas de pesquisa, ciência, ofício, arte e artimanha, produzindo enunciados de crenças pessoais ou coletivas, com respeito a cada uma dessas ameaças sempre crescentes. Problemas catastróficos, mal tratados como conhecimento verdadeiro na maioria da mídia, afetam permanentemente o cotidiano de todos em todas as cidades, comunidades, bairros e ruas. Facilitam assim o discurso fácil dos oportunistas, que apontam os culpados, castigos e saídas para todos esses graves dissabores tão recentes. Como se tais problemas pudessem ser resolvido por algum grupo de poder e pensamento, a se instalar num Estado já reduzido e marginal, roído pela mídia, geralmente e naturalmente parceira de grandes interesses econômicos.
No Brasil, além de uma Copa do
Mundo e todas as pessoas jovens e bonitas expostas em fotos luxuriantes, assim
como culturas inovadoras, para nos manterem assim passivos, à frente de nossas
telas e celulares, sempre a seguir todo esse caos, neste ano o Brasil elege
Presidente, Governadores, senadores e deputados, em todos os níveis: isso para
gerir assuntos públicos descolados da rua e do cidadão, em cada cidade. Pois é
aos prefeitos, de acordo com nossas leis, a quem cabem assuntos considerados
“menores” para sanar emergências da população, desde o pão de cada dia até vacinas,
vitaminas ou proteínas neurais; e mais ainda, os deslocamento no transporte, as
águas potáveis, local seguro para habitar e capacitação fundamental para
trabalho e renda. Pouco acima de duas centenas são as Repúblicas mais ou menos
democráticas do mundo todo, e nossa Constituição Nacional, construída
trabalhista durante o século XX e consolidada somente em 1988, quase fim do
milênio anterior, é uma das que mais garante descentralizar governança e
decisões cotidianas de sua democracia nas cidades e municípios, com
participação direta das comunidades de forma vertical nas decisões de
governantes e dos órgãos públicos de ofício, em todo sistema federativo. Essa
Constituição nem é praticada. Serve ainda, infelizmente, para dar certo limite
aos atos e sentenças administrativas de governos e de juízes, sem uma única
condução sequer para se efetivar como norma
laica de conduta para cada setor da sociedade, da economia e da cidadania
em suas práticas e cotidianos culturais.
É aí, na última frase do segundo
parágrafo acima, que eu queria chegar. Pois vivo insistindo que nossas saídas
para esses desafios e impasses, coletivos ou individuais, exigem um mínimo de
diálogo, ou seja, um esforço combinado de verdadeiro entendimento linguístico.
Norma Laica de Conduta, mais eficaz e efetiva, para o cotidiano de cada um, entre
quase oito bilhões de indivíduos sobre o planeta: esse é o grande desafio do
terceiro milênio, no meu ponto de vista. E se assim não for, a espécime humana
desaparecerá da face do planeta. O que já temos pronto e consistente nesse
Código ou Norma de Humanidade: essa é a pergunta ou questão. A questão da fé ou
da concepção divina entre as várias igrejas e cultos sem protocolo curativo ou
cultural deve, de antemão e ainda de acordo como meu ponto de vista, ser
extirpada dessas normas de convivência humana, entre outros humanos e outras
espécimes vivas sobre territórios e mesmas bases planetárias. Sem sacralizar
tais documentos, há que se averiguar a efetividade e o alcance popular na
conduta humana comunitária de hoje, das velhas normas tais como aquelas
trazidas por Hamurabi, Confúcio, Moysés, Spinoza e ainda outros, por exemplos, interpretando
cientificamente e sob exame das linguagens originais, os seus verbetes à época
utilizados. Pessoalmente observo que a visão monoteísta de Deus ou de todos
arcanos ancestrais, de anjos ou deuses e semideuses mitológicos e originários,
são simples e meras expressões de linguagem. Com ou sem imagens humanizadas
para deus ou deuses nesses documentos, vem deles a noção de ordem imutável e
positiva no ambiente cósmico, que permitiu a ocorrência de vidas diversificadas
da inteligência neural maior ou menor entre espécimes e indivíduos. Mas mesmo
assim, todas elas sem exceção tinham por metas atos voltados à preservação das
vidas no cosmo, jamais comprometendo ou dizimando essas vidas, humanas ou não. Nossas
atuais leis laicas buscam um saber profano, sob consenso necessário entre
saberes e crenças diversas. O domínio sobre os elementos vitais e as
necessárias equidades de acesso à
vida, sem gerar conflitos embates e guerras, exige isonomia nas oportunidades. Quando as nações nasceram-entre fins do
século XIX e inicio do XXI as terras e territórios deixaram de ter domínio e
limites sob ordenamento militar ou cultural religioso. E o planeta com seus
assentamentos e cidades passaram a ter espaços
escriturados e privados. E ainda todos os elementos naturais sobre os
continentes. Uma norma não escrita e perversa criou uma mitologia progressista, que divide as pessoas: proprietários de
espaços e não proprietários, vencedores e vencidos, perdedores e ganhadores,
tudo isso nessa nova e tecnológica cidadania.
No Brasil, após a República se
consolidar ao fim do século XX e do segundo milênio, tivemos duas tendências de
governos nacionais com inspiração na socialdemocrata europeia: de cunho
acadêmico com Sociólogo presidindo e de cunho popular com Sindicalista e sua
sucessora no cargo. Hoje vivemos um período de exceção, desgovernados desde um
Golpe Justicialista que derrubou o segundo grupo e abriu caminho para o
aventureiro Jair repetir, aqui, as bravatas de Trump, mas sob forma mais danosa
do que a daquele caubói fora de moda. O resultado aqui do trapalhão no poder é
desinformação generalizada e divisão violenta da população brasileira, em
torcidas cegas e de cunho eleitoral, sem mais discernimento político algum, a
não ser promessas de fé e vida eterna, como nos tempos colonialistas da
Inquisição e dos cavaleiros andantes com suas espadas, hoje armas. Os “golpes justicialistas” iniciaram antes
daquela tal inquisitória Lava Jato, onde as torcidas engendradas em gabinetes queimavam
judas em bonecos de Lula e Dilma vestidos de presidiários. Foram duas
representações anteriores no Brasil contra governos social democratas e
congressistas: nos Anões do Orçamento da era FHC e nos arreglos da Casa Civil
na era Lula com Zé Dirceu. Houve outra ainda, através do Gaeco paranaense em
Londrina, desde promotores e juízes com tendência política oposta aos da Lava
Jato, que derrubaram a dinastia Lerner e da família Belinati dos prováveis oito
anos seguintes no poder daquele Estado. Ali foi aberto caminho para o circo da
Lava Jato, onde promotores e um juiz, com objetivos políticos pré-definidos e
previamente amparados, pautavam ação para investigadores e julgadores. Para
recolocar o país nos eixos, há que a maioria dos brasileiros ratificar
primeiros passos dados pelo Supremo Tribunal Federal, o qual corrigiu atos
totalitários de forças tarefas e recentes ataques contra o Sistema Eleitoral
Brasileiro. Ou seja: estaremos do lado da lei e da norma se evitarmos condutas
manipuladas e manipuladoras, impondo pontos de vista políticos pelo uso
indevido da autoridade, como agentes da Lava Jato e os governantes atuais, com
seu antagonismo a medidas sanitárias anticovid19, sob o patrocínio de agentes
externos aos desejos da comunidade.
No amplo campo do Universo Divino ou Cosmo, o Brasil pode doravante dar o exemplo: fazendo cumprir sua moderna e laica Constituição. Sem demagogias, superstições e bravatas, estaremos num caminho inovador para salvar todo nosso Planeta neste terceiro milênio. Precisamos de gestores públicos eleitos e legítimos, bem como servidores públicos de carreira, fazendo valer as decisões laicas e de consenso para a sociedade nacional. Essa vista de forma inclusiva e muito diversificada, que merece ver valer, por exemplo, a Função Social (e ambiental) da propriedade urbana ou rural, um princípio constitucional que foi regulado em Leis e que nunca. Ainda. devidamente regulamentadas. Quem ou qual discurso comprometido e moderno poderá liderar essas mudanças, nas eleições do Brasil em 2022, só o tempo nos dirá. Estarei ao lado de todos que estiverem nestas linhas aqui esboçadas. Pois vivi na carne, outrora, desmandos totalitários: em governos militares e no citado golpe midiático/justicialista de Londrina, onde muito sofri por indiciamentos cujos crimes sem comprovação hoje estão prescritos e sem sentença final, em razão dos serviços prestados àquela prefeitura e aos valores doados (na real quase extorquidos) para as campanhas políticas de 1998.

Que maravilhosa aula de história, de presente de cara ao futuro! Gracias Claudio!!
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