Nesta postagem de setembro, continuo com três sessões noticiosas ou jornalísticas, que são: 1. SENSAÇÕES, quando penso nos últimos tempos vividos ao curso do mês; 2. OPINIÕES sobre fato ou notícias recentes, com sabor de avaliações naquilo que vivi, se possível novos caminhos e, ao fim 3. REFLEXÕES com as eventuais recomendações, sob ensaio de pensamentos que emanaram das sensações e reflexões, as quais foram por mim registradas na página. Neste agitado mês que é setembro de 2021, chego aos resultados seguintes, nessas três “abordagens ou ancoragens”.
1.SENSAÇÕES SOBRE ESTES TEMPOS
Muito preocupado com os movimentos do Governo Brasileiro, em direção a uma sociedade com militarização informal, desde princípios de pensamento religioso ou de natureza discriminatória e machista, renovo todavia aqui minha fé no futuro. Apesar do obscurantismo reagir, aqui e em outras nações mundiais, em nome de Deus e de conservadoras Famílias Patriarcais excludentes, acredito que entramos no quarto século com a mesma tenacidade, para continuar a construir a Democracia Humanista esboçada no iluminismo de século XVIII, construída no correr do século XIX como ciência, instalada com enfrentamento de conflitos no século XX e, agora doravante, num enfrentamento de instrumentação para os novíssimos Estados de Direito: justos, eficientes, eficazes e efetivos. Por termos vivido em regime de exceção por duas décadas, redesenhamos a Lei Maior do Brasil como um marco de princípios e fundamentos apropriados ao século atual. A Constituição Brasileira é reconhecida pelos melhores juristas do mundo e conseguiremos regular em Leis e Estatutos estatais todos seus princípios e diretrizes justas de Democracia, dando ampla efetividade aos Direitos da Cidadania. A construção do Estado Brasileiro iniciou neste vinte anos e devemos exigir dos três poderes todo rigor para quem ameaçar Democracia, Paz e Segurança Institucional, que são o norte da Constituição Brasileira. Serviços Públicos fundamentais e de qualidade é direito de todos, a propriedade privada tem compromisso social e ambiental ou será estatizada sim, as comunidades terão dirigentes públicos como seus representantes eleitos que serão sim, observados sempre por mecanismos de participação e democracia direta, acima até mesmo de promotores e desembargadores, como Voz Maior da democracia nacional desenhada no século passado e aprovada em 1988, em princípios assim postos e daí para a frente. Resta lembrar que as Repúblicas Democráticas estão ainda em consolidação, depois de Dez Milênios com regimes supersticiosos, brutais e fechados, de força e de Poder Concentrado dividido entre poucos. Vale também pensar que, nesses regimes antigos, não havia propriedade garantida em cartório: o território era símbolo do Poder e era mantido pelas Armas ou pela Superstição, dando poder absolutista aos magos e guerreiros, Generais e Cardeais, Monarcas e Cortesãos. Escravo era o povo, a adorar esses seus protetores, únicos que afastariam inimigos, dragões e demônios.
2. OPINIÕES SOBRE A LINGUAGEM DA ESPÉCIE HUMANA
Vivi até 56 anos no século XX passado, em luta permanente e desgastante, em nome de valores da chamada Era Moderna, sonho vindo do século XIX, após visão laica trazida do Iluminismo, um avanço tardio que veio encerrar a Era da Inquisição na cristandade ocidental, transformação em Ciências Humanas que, a meu ver, recebeu contribuições de outros povos, antes colonizados pelos europeus, aos quais e após os saquear, deles tomaram de assalto também conhecimentos e cultura, além de riquezas materiais imediatas ou escravos. De qualquer forma, foi essa a época em que, na linguagem humana, a Arte e a Ciência deixaram de ser confundidas com linguagens e narrativas de cunho religioso, ou seja, alheios à vontade humana: passaram a ser acessíveis para indivíduos comuns, de cotidianos errantes, campesinos, marítimos ou urbano-citadinos. Estou convencido que a sociedade atual ainda não se beneficiou de uma fração sequer dessa Modernidade prometida, sem generais ou cardeais a lhes ditarem decisões acima de qualquer lei. Ainda que Ciência e Produção de riquezas tenham avançado muito, apropriando a geração das novas fontes de energia eletromecânica, durante a efetivação republicana da Revolução Industrial e chegando até aqui nestas telemáticas da Revolução Cibernética, mais atual que e que recém inicia,ainda assim, esse movimento histórico exige que se consolide essa Democracia recém esboçada. Para tanto, há que haver amplo acesso de boa informação estratégica para todos, blindada contra qualquer ruído antiético, como fake News, robotização de influências e outros malfeitos. Assim, após dez milênios de civilidades supersticiosas, imperiais ou feudais, penso que este pequeno pedaço de tempo, em que hoje vivemos, é como um preparo final para vir a acontecer a verdadeira Modernidade Republicana, adiante e bem assim: plena e totalmente democrática, em suas formas representativa e participativa. Isso poderá até mesmo se consolidar no decurso deste século, aprimorando, a seguir e na sequência do terceiro milênio, uma mais plena a inclusão e liberdade para todos os povos, tanto coletiva como individual. Assim, ainda não há tal “pós-modernidade”, pois a modernidade republicana desenhada naquele século XIX ainda nem se consolidou sequer, entre idas e revezes, pelo uso recorrente de violentos golpes, que acabam por concentrar poder. Esses são sempre armados, absolutistas, inquisitórios, excludentes e ainda muito tirânicos e criminosos. Nesses atuais espaços dimensionais e virtuais de tempo do século XXI, eu cá com meus botões penso que a linguagem da espécime humana começa sim a se refazer e a se moldar, como sempre fez. Dela então nascem e tomam forma mensagens laicas mais claras de esperança, para enfim se efetivar a Democracia Planetária em múltiplas escalas, desde realidades concretas: os locais e todas as vizinhanças, nacionais de cidadania ou transnacionais, entre as quais ideias e pensamentos emergentes de solidariedade e justiça, bem mais realistas. Na linguagem, a pausa do silêncio vazio nessas mudanças profundas é sempre magia: no passo das ideias e emsuas danças, nos compassos da música ou na forma do traço e na luz que atravessam os gestos e movimentos coletivos. A vida humana e sua energia no planeta decorrem de milhares caracteres e naturezas, elas todas ocorrentes entre espécimes animais ou vegetais, substâncias minerais e atmosféricas entre outros elementos do Meio Ambiente. Hoje, como exemplo, as vacinas são simbioses de convívio com outros tantos vírus, vidas e naturezas “elementais” do planeta. A linguagem da Ciência e da Convivência terá que, cedo ou tarde, se afastar dessa linguagem primitiva, da superstição e do “apartheid”. Esta linguagem ancestral do ocidente ainda insiste em desenhar Deus como forma humana, reinando no cosmo, uma adoração antropomórfica que ainda hoje nos afasta uns dos outros e, ainda pior: afasta os povos das outras naturezas e vidas planetárias. Vivemos ainda sob uma linguagem muito perversa, que construiu no verbo sua visão patriarcal e machista, que domina não pelo Saber mas pelo Poder, desde a simbologia de família até os Reinados e Potestades. Há que se reaprender valores desde os povos e demais formas vivas da floresta e de outros espaços menos ficionais, isso ainda neste mesmo século atual. Para, só assim, poder transformar em conhecimento e em sabedoria todo esses excessos atuais de informação, que nos chegam a todo mmento de forma extrema e incidental.
3. REFLEXÕES SOBRE FUTURO NA VIDA PLANETÁRIA
Deu para ver que acredito no futuro da vida humana e da maioria das formas de vida e energia sobre este planeta; isso, porém, desde que esta nossa espécime humana se acorde a saia dessa permanente depredação sobre os territórios e oceanos. Como reformar para melhor a mente humana seria uma pergunta fundamental, para se dar início ao novo tempo. E exige rever todos os cacoetes da linguagem que hoje utilizamos, a cada dígito do universo cibernético. Um ótimo começo para isso é reler “East off Eden” de John Steinbeck ou rever o filme Vidas Amargas com o ator James Dean, cujo roteiro se apoia no livro. Reconhecer, até mesmo entre os ateus, que a bíblia é um livro que também forneceu um roteiro para a humanidade; e que na Gênese já define as fronteiras entre bem e mal, nas personas respectivas do homem e da mulher, de Abel e Caim. Penso que toda linguagem dominante no planeta vem dos registros e narrativas ancestrais e a mais repetitivamente reproduzida é a Bíblia, os Evangelhos de Cristo e o Alcorão, desenhadores do cenário comportamental dominante para essa depredação planetária. Essa linguagem nasce justamente do reencontro de Abel com Caim, em incursões de povos ocidentais no oriente e na migração dos orientais no ocidente, sem esquecer que, para mongóis, o oriente eram Américas. Para ilustrar essa minha convicção teórica lhes conto: o cavalo e a fundição dos mongóis vieram para a Europa com as hordas orientais vindas pelas estepes; depois viraram máquinas de guerra velozes e furiosas com romanos e cruzados. De outro lado e por exemplos, especiarias e lamen orientais, assim como cereais, frutas e raízes africanas ou pré-colombiana das índias ocidentais são a culinária e os produtos alimentares enriquecidos dos europeus. A linguagem bíblica é primitiva e cruel, pois escolheu entre a espécime humana quais eram bons e maus, merecedores ou infiéis, ganhadores e perdedores. Dividiu o mundo vivo do planeta entre elementos angelicais e demoníacos. Todavia não houve má fé, literalmente nisso tudo. Linguagem também promove encontro e aliança entre pessoas e povos. Mas há que se aproveitar, neste terceiro milênio, todos os novos recursos informacionais e de ciência para aprimorar a linguagem e tirar os ruídos de comunicação mais antigos, entre eles crendices idiotas e fake News, posições individualistas e ausência de sentido coletivo para esta vida de todas as espécimes sobre o planeta.
Todas as imagens aqui foram desenhadas por mim numa viagem virtual pelo Google Earth na Tailândia, o antigo Reino do Sião, que passou pelas religiosidades taoísta, xintoísta, confucinista, brâmane e hindu, hoje preponderando a fé budista entre os seguidores da espiritualidade. Essa viagem virtual fiz com colegas do Brasil pelo movimento mundial Urban Sketchers, que são grupos de desenhadores de ruas lugares e edificações, uma atividade que serve como apropriação coletiva da cidadania sobre suas cidades ou assentamentos humanos no planeta.
Até a próxima publicação, e obrigado pela sua atenciosa e honrosa leitura POR AQUI!







Agradeço todo conhecimento e esclarecimento que nos proporciona Cláudio Menna.
ResponderExcluirAlém dessa contribuição maravilhosa que nos propõe, ainda deixa claro acreditar na humanidade!
Diante de dias difíceis, temo não acontecer. Mas, com sua descrição da história e suas relações, me proporciona “acender “ o olhar para tal evolução 🙌
Gratidão!!!✨✨
Devo lhe confessar que, no seu caso, você faz bem parte dessa minha fé e esperança quanto à democratização plena no século XXI: vejo você plantar esse futuro entre sua clientela, escritos, manifestações e ações práticas, no dia a dia.
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