ÁRVORE da VIDA: na gênese a dualidade entre o bem e o mal

Para início de conversa, abro aqui esta segunda postagem de setembro com este espaço no you tube, criado por meu talentosíssimo ex-aluno da FAU-UFRGS Cláudio Levitan, naquela minha muito breve carreira de professor universitário dos anos 70, período de minha vida onde pretendi abrir temas teóricos de informação, comunicação e linguagem social nas minhas aulas. O resto dessa estória contei recentemente na página do Face Book. Pois então, naqueles tempos não se devia ou podia ensinar teorias e, com outros dois colegas, fui "reconduzido" a ensinar coisas mais práticas e úteis, como construir maquetes. Daí acabei saindo da carreira docente, mas antes fiz, ainda, a banca de TFG daquele talentoso aluno Cláudio Levitan, usando todo repertório teórico de Semiótica para defender sua proposta de espaços nada atinentes ao mercado concreto ou imobiliário da época. Na apresentação da ÁRVORE, que ele agora nos fez através do Face Book, comentei a ele que, na postagem anterior por aqui também eu via a Gênese bíblica com olhar assemelhado ao dele, sobre essa mesma dicotomia do Eden entre bem e mal, vinda através do fruto proibido na árvore e, desde escolhas ou julgamentos matriciais do ungido Adão sobre Eva, sobre Caim ou sobre Abel. Em outras palavras, muito do pecado e da redenção, nos primórdios das escrituras, arbitram caminhos e espaços atinentes ao BEM e ao MAL, de uma forma saudável e Salomônica de um lado ou doentia e insana do outro, essa lá para o Leste do Eden porém. De momento, fico por aqui. Mas se puderem folhar um romance sobre o Hagadá de Sarayevo, ou rever filme da opereta Violinista no Telhado como fiz há poucos dias, daí adivinharão que me criei entre os Bairros Rio Branco e Bom Fim lá em Porto Alegre. E que fui ungido com o sinal de Caim pela sociedade patriarcal machista; para, assim e a partir daí, amar exclusivamente todas as raras matriarcas da História Humana. Porque sei que tais escrituras foram criadas por homens que bricolaram esses leves hagadás, desenhados delicadamente em paredes e papiros pelas mulheres e pelos eunucos, seguramente uma gente desmilitarizada. E que essa era seguramente uma linguagem aberta, ali nos desenhos, assim como é a própria vida, a qual se faz ou desfaz e refaz, como num meio sorriso de Giocondas, sem bem pecar ou jamais definir ou querer discernir e sequer distinguir o bem do mal, nem os gêneros das libidos dentre si e, muito menos, entre as raças e culturas, tais e tantas todas disceminadas na imensa diversidade do universo cósmico.

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