OLIMPÍADAS E IDEOLOGIAS: GOLPISTAS, PANDEMIAS E CARESTIAS

Para este ano, continuarei com três sessões noticiosas ou jornalísticas, que são: 1. SENSAÇÕES E ABOBRINHAS DE ÚLTIMAS HORA, quando penso nos últimos tempos e fatos acontecidos ao curso do mês; 2. OPINIÕES SOBRE NOVIDADES RECENTES, onde avalio o que fazer com aquilo que assimilei desses noticiosos ou que tenha debatido entre meus contatos cibernéticos e, por fim, esboçando breves caminhos e, ao fim 3. REFLEXÕES E EVENTUAIS RECOMENDAÇÕES, sob o ensaio de lições ou pensamentos que emanam de tais acontecimentos, conversas e fatos na página. No agitado mês de agosto 2021, vamos então aos resultados dessas três abordagens.
1.SENSAÇÕES E ABOBRINHAS DE ÚLTIMA HORA Escrevi na minha página do Face Book o tributo VIVA O POVO BRASILEIRO. Ali opinei para não se derrubar autoestima do povo, deste e doutros países emergentes, ou sejam, todas pessoas simples nas américas ou de outros continentes! Vimos vitórias de atletas vindos da base social. Poucos foram os da classe média brasileira, esses nas modalidades menos populares aqui, por exemplo as simpáticas duplas femininas em vela e tênis. Mais nenhum em hipismo, esgrima ou outras, que exijam cultura de redoma especial em recursos. Ênfase para os aquáticos e de rua, em modalidades ligadas aos ambientes de nosso país, com seu vasto litoral. Mas as medalhas me fizeram identificar que, também na política, se faz distinção grave de culpar gente simples se o rumo da nação desanda. Atletas do futebol masculino foram maltratados como se fossem gente rica e arrogante por não vestirem jaqueta. Esqueceram que vieram do povo para arriscar arte e talento no mundo dos espetáculos, como único caminho para os humildes que almejam a fama e suas benesses. Até amigos intelectuais os destrataram. O povo é genial e tem sofrido discriminação por ser pobre ou excepcionalmente rico. Sofre sempre discriminação sem exibir revolta ou armas: o povo responde com suas habilidades, técnicas ou artesanais, tais como o bom som musical, lindas artes de raiz ou, ainda, no esportes magnífico que pode desenvolver e praticar desde seu tão humilde cotidiano. Por exemplo, quando votou mal, desde a república democrática ser restaurada em 1988, elegia quem o convencera que acabaria com corrupção e privilégios muito antigos. Com os inomináveis Collor e Jair também foi assim. Pois mesmo com a social democracia no poder por vinte anos – uma acadêmica e outra popular - os safados do século XX, na corrente do "roubei mas fiz" não foram defenestrados e sequer neutralizados de sua ação nefasta sobre as mais novas políticas públicas constitucionais, já de interesse estatal exclusivo. A reflexão ideológica ainda nunca interessa ao povo. Ele exige honestidade e "papo reto", sem vantagens infames. É vulnerável à mídia e à desinformação, e isso como todos nós; todavia neste século XXI dos traidores o povo não esquecerá. Bispos, coronéis e generais que acumulam vantagens para si e para parentes ou amigos, esses não escaparão, no futuro, desse nosso povo. Uma gente que mostrou este ano a sua linda face em Tóquio, no caso deste Brasil. O mais maduro de nossos atletas, Daniel Alves do futebol, é quem comeu a banana jogada em campo pelo torcedor nazi racista, escarnecendo do seu ódio naquele antigo e inesquecível jogo lá em Barcelona. Mas as vibrantes pessoas do skate, do surf e do nado livre nos representaram nessa garra da diversidade e do povo nacional da nova geração; tempo onde certa supremacia feminina se anuncia ao futuro, a meu ver.
2. OPINIÕES SOBRE NOVIDADES RECENTES Escrevi também nas minhas páginas da rede social sobre esses SILÊNCIOS E VAZIOS que, a meu ver, caracterizam todo o híbrido e confuso século XX passado. Vivi naquele século, em meio ao qual nasci, numa luta permanente e desgastante, sempre em nome de valores republicanos na chamada Era Moderna, plantada no planeta lá pelo século XIX e depois do Iluminismo, quando então havia se encerrado a longa era da diáspora e da inquisição entre a cristandade ocidental, uma transformação de humanidade que, também a meu ver, chegou desde boas contribuições vindas de outros povos, ditos como colonizados pelos europeus, os quais tomaram de assaltos as suas culturas, conhecimentos e riquezas. Meus filhos todos e minha esposa, entretanto, já viveram as vidas adultas neste novo século XXI. Por isso e convivendo com eles, hoje vejo meu século de vida adulta, o XX, como tempo feito de vazios silentes, de guerra fria vinda após dois conflitos mundiais infames. Uma pausa entre dois seculares tempos de avanços e redefinições - situadas na produção entre as energias eletromecânicas da republicana Revolução Industrial e telemáticas da democrática Revolução Cibernética - essa atual recém iniciando. Após uns dez milênios de civilidades supersticiosas, imperiais ou feudais, penso que esse pedaço dos atuais tempos, em que ainda hoje vivemos, é por assim dizer um mero preparo para uma verdadeira modernidade republicana, totalmente democrática – de formas representativa e participativa também - que poderá vir, ainda, a acontecer no decurso deste século, se aprimorando sempre na sequência do terceiro milênio, com plena inclusão e liberdade para os povos, tanto coletiva como individual. Por essa razão não aceito sofisma do termo “pós-modernidade”, pois acredito que a modernidade republicana desenhada no século XIX ainda nem se consolidou, entre idas e revezes pelo uso recorrente de violentos golpes que concentram o Poder, sempre armados, absolutistas e tirânicos. Mas é no vazio desse espaço de tempo no Universo – século XX- em que vivi, é ali que o silêncio e o nada se situam, como numa pausa entre dois sons, acordes ou entre letras, palavras e frases - é ali que a energia se refaz e se molda sempre e sempre, onde, então, nasce, toma forma a nova música, a ideia ou o pensamento. A pausa do silêncio vazio é sempre magia no passo da dança e no compasso, seja na forma do traço e na luz que atravessa o gesto. Minha vida adulta foi assim: num tempo onde fundamentos foram só esboçados e rascunhados, para derrubar as truculentas e recorrentes arrogâncias machistas de violência, ainda hoje reincidentes - sejam ou fossem elas de origem patriarcal ou paternalista – incidindo nos comportamentos e julgamentos. O bom agora, para fluírem os novos avanços, no futuro restauro da vida ambiental e cultural sobre os territórios, é se olhar para a História com aguda e cibernética visão crítica, avaliando os descaminhos de outrora. É esse o único modo de não repetir tantos padrões já falidos, que soam doravante como podres e velhas bravatas, as quais nem fazem mais nenhum sentido, neste já anunciado futuro.
3. REFLEXÕES E RECOMENDAÇÕES Repito novamente essas seis linhas de reflexão, como se fossem as pontas na estrela de David, que, se unidas duas a duas, caem na santíssima trindade do cristianismo e, caso duplicadas, se refletem nos doze raios da luz, cinco deles ocultos, mas fechados no zodíaco: A. Para fazer planos, há que se dominar essas relações entre espaços e tempos de vida; B. Indivíduos, isolados ou aliados a qualquer título, vivem em bolhas de similaridades; C. Espaços de vida, se compartidos por similares, propiciam afetos ou regras de convívio; D. Afeto entre pessoas se move no espaço real, normas e regras no ideal ou da fantasia; E. Quanto maior é nossa bolha de similaridades, mais temos vida comunitária e coletiva; F. Grandes bolhas, cheias de afetos e normas pactuadas, aprimoram espaços e tempos.
Por falar em linguagens e, ainda, em lume ou sarça ardente da fé, são dela todos os vales angelicais da poesia; assim como também da sombra são os vales nessa prosa já tão política lá de cima. Até a próxima publicação, e obrigado pela sua atenciosa e honrosa leitura POR AQUI!

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