Voltei desde maio a ter gente lendo neste BLOG: acredito que os amigos de sempre. Há todavia um número novo de boas almas, parentes ou curiosos, que agora me leem aqui, migrando quiçá de minhas páginas interativas, desde as redes sociais. Agradeço suas presenças e a delicadeza desses interessados. Por isso manterei aqui a periodicidade mensal, bem como a nova disposição e sequência de texto, ou seja, três sessões noticiosas ou jornalísticas, que são: 1. SENSAÇÕES E ABOBRINHAS DE ÚLTIMAS HORA – tudo aquilo que penso destes últimos dias ou semanas, em fatos ora acontecidos no mês; 2. OPINIÕES SOBRE NOVIDADES RECENTES – como estou avaliando e o que estou fazendo com aquilo que assimilei, desde esses noticiosos, ou de que tenho debatido entre contatos cibernéticos; por fim, seguirei, ao fim, tecendo essas tais breves 3. REFLEXÕES E EVENTUAIS RECOMENDAÇÕES – aquilo de pensamentos ou talvez lições que emanaram dos acontecimentos e fatos referidos nas sessões anteriores da página. Neste mês de julho 2021, vamos então aos resultados dessas três abordagens no período.
1.SENSAÇÕES E ABOBRINHAS DE ÚLTIMA HORA
Diante do circo de horrores desfilando na CPI do Senado, entre implicados e tropa governista fanatizada por esse projeto cruel de poder, mais que nunca continuo torcendo, aguardando e também, quando possível, lutando para o impeachment presidencial no Brasil, já apoiado por forte e vasta mobilização social suprapartidária, crescente nas ruas e nas redes sociais, agora e sobretudo diante dos novos e continuados crimes revelados no desmonte e na roubalheira sobre sistemas públicos estratégicos e essenciais, como programas em Saúde, Educação, Meio Ambiente e Segurança Institucional. Resta certa apreensão quanto à chegada de um militar ao trono do poder, nesta nossa República, na pessoa do vice-presidente e já que há, também, militares entre denunciados nos crimes administrativos que se acumulam. Nada temo nesse sentido, pois há uma Constituição Nacional que será defendida por toda esta Nação Brasileira. Justamente ela, a Lei Maior, prevalecerá como missão a ser resguardada pelo movimento que irá depor esse atual presidente, o qual, como já se viu, não está à altura desta Pátria Amada de verdade, uma terra que deverá enfim ser salva dos malfeitores e picaretas empedernidos, que repetidamente enganam o povo. São os mesmos que, desde os tempos do “Roubei mas Fiz”, de cinismo máximo, iniciado com Ademar e Maluf, voltou a renascer para se perpetuar ainda hoje. Se tal mudança não ocorrer, nossa população e nossa base produtiva continuarão órfã, sob escalada de preços em insumos essenciais para se produzir ou se viver, no exercício pleno da cidadania. Deve cair esse presidente machista e violento que está sempre a zombar da população. Atual pesquisa de opinião já indica o descrédito da comunidade nacional, que não mais aceita essa conduta irresponsável, doente e personalista no Brasil, sobretudo numa persistente pregação para retrocessos democráticos e para relaxamento sanitário, diante das tragédias em Saúde, Segurança e Educação. O desmate de florestas, o genocídio generalizado e agora projeto para urnas com voto de papel, sujeitos à manipulação de milicianos; tudo isso é truculência inaceitável e são ameaças reais sobre nossa democracia.
2. OPINIÕES SOBRE NOVIDADES RECENTES
Penso que nossa retração econômica cresceu ainda mais neste mês, com a alta de custos para energia e logística, doravante inacessíveis para todas empresas menores. Há aqui um processo predatório da economia real, que se amparava numa diversificação da produção nacional. Essa suicida e atual receita econômica é venenosa e monopolista para a cena empresarial brasileira, mas é ainda mais perversa e genocida no que concerne à saúde emocional e física das pessoas trabalhadoras, tornando natureza e infraestrutura da nação e do planeta mais inacessíveis ao pequeno empreendedor. Vem dizimando empregos, relações estáveis e cadeias de produção em muitos setores de negócios no país, atribuindo culpa à pandemia. Repito que esse tal mito e deputado federal Jair, que sempre foi inoperante há já quarenta anos, deveria ter sido há muito expulso da política. Ele veio para ressuscitar fantasmas de comunismo e torturadores no regime militar, trabalhando para que se jogue no lixo a Constituição Nacional. Outro problema maior ainda é que, com muita desonestidade, ele conseguiu, enfim, confundir e eliminar todas fronteiras republicanas entre o que é público ou é privado, desde a mais reles ação ou ato até os campos dos interesses, de atuação, de competências e de atribuições. Foram abertas, na esfera pública, balcões ou mercados internos de negociata financeira. A pandemia é exemplo: sempre usada como desculpa pelo senhor Jair, pai da mortandade em nosso país, virou tarifa e lucro de dólar para cada vacina. Enquanto isso, em outras nações do mundo, mesma pandemia vem trazendo boas mudanças, com alterações positivas e solidárias nos hábitos sanitários e produtivos, trazendo vantagens permanentes ao povo do planeta. Muitas nações retomaram e renovaram o caminho para suas democracias, hoje tendo posturas mais estáveis transparentes e justas. Há lá fora hoje novas plataformas de diálogo, que evoluem e são visíveis na internet, sobre diversos elos e temas de interesse mundial, seja em produção, justiça ou cidadania, nos campos da humanização solidária, em formas para distribuição ou na resolução de conflitos estejam eles numa escala localizada ou internacional. Há agora esse clima de verdadeira boa vontade para fazer mudanças no mundo, tais como, por exemplo, formalizar e promover muito mais o trabalho honesto caseiro, trazendo a ele remuneração formal, certa e adequada. Também há transformação nos espaços comerciais e nas práticas do setor produtivo, tais como ritos mais ágeis e, também, nova e mais racional redução em meios e itinerários de logística. Porém aqui, neste Brasil assim desgovernado e só como exemplo perverso, o pequeno empreendimento e negócio é sufocado, na contramão do mundo, em favor de grandes iniciativas concentradoras, que manipulam vastas fatias de territórios e de mercados.
Usar uma mesma plataforma para Serviços Públicos em Saúde, Educação e Mobilidade, similar na qualidade para todos grupos e segmentos da comunidade, passou a ser urgente como único caminho para ter mais democracia e segurança. Isso é consenso entre todas nações do mundo. Trata-se aqui de efetivar cidadania e vizinhança civil como uma extensão da família, como dizia o urbanista Jaime Lerner, um vizinho de mesa ou de rua sendo parente, afeto alheio à escolha de cada um, eliminando facções existenciais e respeitando origens e escolhas individuais de cunho cultural ou sentimental. Não há como pregar paz interna ou externa sem essa posição governamental e pessoal, abolindo eventual apartheid e o atual e crescente armamento com sua maior violência na comunidade, nas casas e ruas. Nessa linha, há que se desconstruir os velhos “padrões de normalidade”, que fomentem rivalidade e antagonismo crescente entre pessoas diferentes pela simples opção singular de cada um. Há que se tornar sagrada a escolha de cada cidadão, por exemplo pela sua sexualidade, sua fé, seu clube esportivo, gosto cultural, agremiação política, visão ou ponto de vista. Vizinhos de prédio, bairro ou cidade são doravante família para todos nós e vistos como parentes de rua, numa sociedade de fato moderna. Tenho 75 anos e meus planos de vida irão adiante no futuro; caso não se efetivem na vida seguinte, serão praticados entre meus descendentes por certo, honrando os sonhos de vida em todos nossos ancestrais, como já se dava entre povos e nações de etnias indígenas.
3. REFLEXÕES E RECOMENDAÇÕES
Prometi que agora - julho de 2021 = lhes contaria, neste blog, como construir em si as seguintes linhas ou rumos de pensamento:
A. Para fazer planos, há que se dominar essas relações entre espaços e tempos de vida;
B. Indivíduos, isolados ou aliados a qualquer título, vivem em bolhas de similaridades;
C. Espaços de vida, se compartidos por similares, propiciam afetos ou regras de convívio;
D. Afeto entre pessoas se move no espaço real, normas e regras no ideal ou da fantasia;
E. Quanto maior é nossa bolha de similaridades, mais temos vida comunitária e coletiva;
F. Grandes bolhas, cheias de afetos e normas pactuadas, aprimoram espaços e tempos.
Relendo esta promessa, penso que cada um deles é uma espécie de axioma ético e holístico, o qual deva ser construído como um projeto pessoal de cada um ou entre grupos íntimos, que já se configurem como bolhas ou como constelação afetiva. Explico porém que, para mim, essas linhas de pensar encerram um estado de fé e ofício bem ancestral; como os dois triângulos na estrela de Davi, os trípticos de equinócios zodiacais ou, ainda, como chaves duplas para doze raios, visíveis e ocultos, na luminescência. E por falar no lume ou sarça ardente, são dele todos vales angelicais da poesia. Assim como da sombra são os vales dessa prosa política acima.
Prometi também detalhar, neste mês, a humana dificuldade para fugir de padrões definitivos, como condição concreta para que pessoas e individualidades diversas possam caminhar, sem essa tal camisa de força que é o padrão. Basta dialogar e pactuar e, assim então, percorrer ou prosseguir, juntos, numa mesma trilha de espaço e tempo com sua comunidade, caminhando, ao menos, numa mesma direção. Sobre isso quero lembrar que a dificuldade maior para todo ser humano vem do seu total e factual Livre Arbítrio, que o faz muito mais tolo e diferente das demais espécimes vivas. O pecado original, no fruto do conhecimento que discerne entre bem e mal, está na arte da escolha, uma balança a qual entendo ser a distinção entre a realidade e a sua espelhada fantasia ou sonho, como digo no título desta postagem. O desejo de uma cena ideal diante do imediato gesto real, geralmente nos desvia das pretensões iniciais. Isso tudo é complexo e dá início à condição humana como animal diferenciado dos demais. Pois “no início era o Verbo” num universo matricial de matéria e energia. As escrituras tentam definir Energia como matriz divina, Verbo como movimento da energia para criação de vida na matéria inerte, um elétron em torno de um próton no primeiro átomo de Hélio, átimo ou sopro de vida alma, como centelha da sarça ardente divina. Do Verbo em diante tudo é linguagem nesta espécime humana no eterno desafio entre Sonho e Realidade. Sendo assim, desafio é decifrar elo entre cenário ideal e real. Por exemplo: toda norma, lei ou ato público é IDEAL, pois emana de meta, sonhos, rotina e linguagens humanas. Toda ação social ou econômica é REAL, pois emana dos hábitos cotidianos e de impulsos complexos numa constante mescla, diversificada, ainda evolutiva ou mesmo animal da nossa espécime. Pense sobre isso: da realidade emanam carências desejos e sonhos, os quais desenharão desígnios e cenários com regras ou partituras idealizadas, que provocarão novas mudanças na realidade.
Até a próxima publicação, e obrigado pela sua atenciosa e honrosa leitura POR AQUI!

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