Agora em junho 21 vi que voltei em maio a ter gente visitando este BLOG: novos amigos e os de sempre. Porém já há um número crescente de boas almas, de parentes ou curiosos, que agora já me acompanham aqui, alguns migrando para as minhas páginas em outras redes sociais. Agradeço a delicadeza desses interessados e manterei aqui a periodicidade mensal, bem como as disposições adotadas no mês anterior, ou sejam, com três sessões noticiosas ou jornalísticas, por assim dizer, que são: SENSAÇÕES E ABOBRINHAS DE ÚLTIMAS HORA – tudo aquilo que penso destes últimos tempos ou semanas acontecidas; OPINIÕES SOBRE NOVIDADES RECENTES – como estou entendendo e fazendo com aquilo que li, ouvi e vi, nas postagens e comportamentos entre os meus contatos cibernéticos; e, ao fim, REFLEXÕES E EVENTUAIS RECOMENDAÇÕES – aquilo de pensamentos ou talvez lições que emanaram dos acontecimentos e fatos referidos nas sessões anteriores da página. Em meio ao mês de junho, vamos então ao resultados para essas três abordagens, no período desta segunda postagem.
SENSAÇÕES E ABOBRINHAS DE ÚLTIMA HORA
Continuo torcendo pelo impeachment presidencial no Brasil, já apoiado na mobilização social suprapartidária crescente nas ruas e redes sociais durante este mês. Nossa população não mais aceita desvarios desse governo militarizado, cujo presidente virulento, machista, violento e mentiroso, está sempre zombando da população. O impeachment já não é só tendência a partir da CPI no Senado e das investigações e ações cíveis sobre os desmandos no Executivo Federal do país. Grande maioria das comunidades nacionais diversas – eu diria que cerca de 75% do povo brasileiro -, já não aceita essa conduta no Brasil, sobretudo a pregação por retrocessos, tais como tratamentos caseiros para epidemia, desmate de florestas, urnas de voto sujeitas a manipulação de milicianos e essa truculência inaceitável, que aflora a cada dia sobre pobres e mulheres, entre outros segmentos. Além disso, cresce uma “Des economia de Mercado”, essa de caráter predatório e venenoso, no que concerne à saúde física e emocional das pessoas e do planeta. Ela já vem dizimando os empregos e as relações estáveis em muitos setores de negócios e da produção brasileira. O tal mito e deputado federal Jair, que sempre foi inoperante há já quarenta anos, deveria ter sido há muito expulso da política, ao ressuscitar fantasma do comunismo e votar impeachment enaltecendo, em plenário, um torturador do regime militar, pregando assim que se jogue no lixo a Constituição Nacional. A atual pandemia, além dessa mortandade sob o desgoverno de nosso país, vem trazendo por outro lado boas mudanças em outras nações, com alterações positivas e solidárias de hábito permanentes no planeta. Como exemplo disso, várias nações, como nos EE.UU, retomaram o seu caminho para democracias mais estáveis e justas. E se aprimoram hoje novas e boas plataformas de diálogo, visíveis em evolução na internet, sobre diversos elos e temas de interesse mundial, sobretudo direcionadas à humanização solidária e à erradicação de guerras internacionais. E há hoje no mundo mais trabalho caseiro remunerado, com certeza. Os espaços comerciais e as práticas no setor também se transformam, desde ritos mais ágeis, assim como são reduzidas diversidades de marcas nos itens essenciais ofertados, e, ainda, uma nova e racional redução nos meios e itinerários de logística. Porém, penso que a mídia jornalística televisiva, onde o Brasil foi líder, pouco evoluiu: ainda anda sem critérios para triar toda nova informação científica e estatística necessária para debelar novos desafios, tais como dissecar melhor os antídotos a vírus e suas variantes. Só para de novo registrar aqui um simples exemplo: além de álcool, da soda e do cloro, também os ácidos, naturais ou avinagrados, deveriam ser mais enfatizados ao público, visando por diversos meios o extermínio das cepas, plasmas e gotículas epidêmicas.
OPINIÕES SOBRE NOVIDADES RECENTES
A partir do parágrafo de cima, desenvolvo o título desta postagem. Penso que pandemia (viral e política) é bom momento para fazer planos de vida ou reinventar o cotidiano, largando todo cacoete de velhos hábitos. Somente fazendo nossa parte, tais mudanças em curso e alheias à nossa vontade, poderão se tornar positivas, seja para um maior equilíbrio planetário no futuro, mas também na vida pessoal de cada um, caso consiga se desapegar da velha cultura, naquela parte de consumismo que, analisado por cada um, não tenha lhe trazido assim tanta e toda a felicidade prometida. Vamos compreender que a maioria desses hábitos antigos, ameaçados hoje, provocavam aglomerações e excessivos ajuntamentos, dificultando higiene e colocando evidência ou segregação maior entre inúmeras disparidade culturais e socioeconômicas; ou seja, dividiam pessoas, nações e comunidades em facções adversárias e competitivas. Esta pandemia reduziu com celeridade e debelou certas fronteiras; colocou na pauta valores mais objetivos, em direção à vida, entre pessoas que têm esferas socioeconômicas, ideias, valores, ou fé diferentes. Se essa nova união planetária não acontecesse, estaria doravante em risco tanto a economia capitalista, pela retração de mercados consumidores, com também abismos culturais se ampliariam, com maior insegurança entre povos e comunidades, quem sabe sob novas incompatibilidades entre seus hábitos cotidianos. Usar uma mesma plataforma para os serviços públicos em Saúde, Educação e Mobilidade, similar para todos grupos e segmentos da comunidade, passou a ser urgente como único caminho para ter mais democracia e segurança entre todas as nações do mundo. Trata-se aqui de efetivar cidadania e vizinhança urbana como uma extensão da família, como dizia Jaime Lerner, o vizinho de mesa ou de rua sendo parente, um afeto alheio à escolha de cada um, eliminando facções existenciais e respeitando escolhas individuais de cunho cultural ou sentimental. Não há como pregar paz interna ou externa com esta posição governamental de crescente armamento e violência na comunidade, em casas e ruas. Nessa linha de opinião, há que se desconstruir velhos “padrões de normalidade”, os quais geram e fomentam rivalidade e antagonismo crescente entre indivíduos que são diferentes, na opção singular de cada pessoa. Há que se tornar sagrada a escolha de cada cidadão e indivíduo sobre sua fé, seu clube esportivo, gostos culturais, visão ou agremiação política e sexualidade, por exemplos. Vizinhos de prédio, bairro ou cidade serão doravante família para todos nós e vistos como parentes de rua doravante, numa sociedade de fato moderna. Tenho 75 anos e meus planos de vida irão para adiante nesse futuro; e, se não se efetivarem na vida seguinte, irão ser praticados entre todos meus descendentes por certo, honrando os sonhos de vida de todos nossos ancestrais, como já se dava entre povos e nações de etnias indígenas.
REFLEXÕES E RECOMENDAÇÕES
Como já havia dito antes, fomos, na minha geração, educados e criados para vencer e ganhar sucesso, separando vencedores e perdedores diante de cada desafio natural do mundo, tais como ter uma companhia conjugal, procriar ou não, produzir e consumir, curtir belezas e arte no planeta, numa dita aventura fabulosa de viver. Devíamos ter suspeitado desse adjetivo: tudo isso era Fábula, nessa realidade venturosa e hipotética de se existir, ser feliz para sempre e sem quaisquer agruras. Porém e todavia, havia na real e de fato um mundo mutante e cheio de guerras, nesse onde nascemos, no século passado: ambiente combalido aquele que se deu no tempo entre duas revoluções de cunhos produtivos: a Industrial e a Cibernética. Exigiu para nós esta capacidade de adaptação para as pessoas, agora também muito necessária, na atual mudança climática sob pandemia, com população crescente já em espaços urbanizados, que ocupam territórios extensos nos continentes do planeta. E, neste cenário, nada ainda esteve pronto e acabado para este século XXI. Mesmo assim, há promessa na fé e no ar de que essa tal Fábula se cumprirá ou poderá, quem sabe acontecer. Tal fantasia deverá desaparecer. Ela era machista prepotente e preconceituosa. Por isso, informo que o futuro próximo do mundo tem tudo a ver com aquilo que já aconteceu com meus avós, meus pais, irmãos e comigo nesse século e meio das democracias modernas: uma construção alicerçada na ciência e na filosofia do século XIX, inspirada pelo iluminismo, o qual penso ainda estar em curso. Para estas minhas recomendações, tomarei por base aquilo que me foi necessário na adolescência, desde os anos 60, ao me adaptar e mudar a mim mesmo, numa transformação boa, durante a qual me enchi de entusiasmo e de muita mais fé do que aquela que havia, quando eu nasci e cresci, ao fim do genocídio perpetrado na segunda guerra mundial. Em julho lhes contarei, neste blog, que:
A. Para fazer planos, há que se dominar essas relações entre espaços e tempos de vida;
B. Indivíduos, isolados ou aliados a qualquer título, vivem em bolhas de similaridades;
C. Espaços de vida, se compartidos por similares, propiciam afetos ou regras de convívio;
D. Afeto entre pessoas se move no espaço real, normas e regras no ideal ou da fantasia;
E. Quanto maior é nossa bolha de similaridades, mais temos vida comunitária e coletiva;
F. Grandes bolhas, cheias de afetos e normas pactuadas, aprimoram espaços e tempos.
Devo ressaltar aqui que eu uso a palavra similaridades de forma inclusiva, por falta de outro verbete qualquer, que seja menos abstrato do que empatia ou afinidade. No próximo mês e postagem, detalharei essa dificuldade: de fugir aos padrões que definam as condições reais e concretas, para pessoas e individualidades diversas pactuarem e percorrerem mesma trilha.
Até a próxima publicação, e obrigado pela sua atenciosa e honrosa leitura POR AQUI!





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