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Por aqui estamos entrando na reta final para eleger novos gestores públicos nas localidades do Brasil. Hora e momento planetário para não mais se enganar ou cair no discurso fácil de eliminar, pelo voto, tudo aquilo que se mostra diverso a você ou dos seus velhos saberes e ensimesmados pensamentos. Lembre agora, se quiser mudar rumos no mundo, que foram algumas dessas suas convicções, usadas outrora, as mesmas que elegeram parte, o todo ou tanto desses descalabros na sua cidade, na nossa nação e no planeta. Foram agora muitas coisas e notícias ruins, que você teve recentemente uma nova oportunidade de observar, nestes tempos isolados da pandemia. Há muito tempo vimos sendo enganados com esses embates duais de ficção, entre os capitalistas e socialistas, entre bons e maus, entre ricos e pobres, entre bonitos e feios, fortes e fracos, saudáveis e doentes, espertos e paspalhos, vencedores e perdedores. A vida real é bem mais que essa chatice. Tem inúmeras facetas e bem outras incontáveis e mágicas energias luminosas emanadas da voz e do corpo de cada pessoa ou ser vivo. Essas luzes são muitas vezes bem mais contraditórias do que essa visão simplista que, a cada tempo, nos é passada e nos cega. Nenhum ser vivo é igual a outro da sua mesma espécie. E mais, ele nunca é igual a si mesmo, a cada momento ou minuto que transcorre na sua vida. E isso serve para cada pessoa ou gramínea enraizada numa enorme ravina ou campo. Portanto, essa nossa existência é sagrada e singular. No uso de linguagens ancestrais, para nos comunicar uns com os outros, simplificamos essa infinita diversidade da vida numa forma mínima de triângulo tríptico – nunca dual- na verdade e conhecimento de qualquer coisa que seja. Em crenças mais complexas numa muito santa trindade, mas na geometria dos volumes de quatro faces em triângulos para o poliedro basal, ou pelos dois triângulos na estrela de Davi, que faz seis pontas. Como nos lados quadrados de um cubo e assim até doze signos no zodíaco para doze das energias de espectros luminosos, em raios de luz de infinitos tons, derivados todos na chama da sarça ardente, que deram a Moisés em certo estágio da história, suas tabuas de lei. Elas serviam para segurança e paz entre os homens. Em ciência ou religião, observamos que todas as importantes estruturas e todos os sistemas efetivamente naturais ou divinos, estão fora desse enganador discurso de que temos sido vítimas, durante muitas eleições ou pregações. Eles são os mesmos que levaram a humanidade para guerras e para violência e desrespeito entre as pessoas, mesmo quando feitas por desdém, ironia ou descaso. Nas últimas eleições nos enganaram criminosamente de novo, a nos dividir em contra ou a favor de velhas palavras, como se elas ainda existissem enquanto fantasmas no cotidiano, como se não houvessem nenhuma Constituição Nacional ou as tábuas de Moisés devidamente respeitadas, para balizar os atos ou condutas nossas no dia a dia. Nos dividiram assim, pelas nossas diferenças naturais ou por diversidades ou singularidades no pensamento de cada pessoa. Reduziram amor entre os diversos grupos, hábitos ou cultura de povos no mundo, para colocar todo cidadão em somente duas facções ou ideias fixas, uma vencedora e outra perdedora.
Sobre o parágrafo anterior, - mesmo sendo eu um ardente defensor de leis intermunicipais e municipais com regras urbanísticas, desde planos diretores e metropolitanos pactuados para regular assentamentos e serviços coletivos -, devo lhes dizer que nem mesmo Tábuas da Lei ou a Constituição dos países irão garantir justiça entre as pessoas ou dessas com os outros seres vivos, inclusive para divisões entre todos, das riquezas inertes, como minerais, terras e energia fóssil. Existem leis e normas, com princípios e valores justos e corretos, aos milhares e milhões, a cada localidade, país ou continente do mundo. Esses documentos, em sua finalidade justicialista, não substituem a consciência humana e o diálogo. Aqui também há um logro e um dispêndio público desnecessário em muitas repúblicas, a se fazer acreditar no justicialismo de juízes ou promotores heroicos, a salvar a pátria em nome de todos nós. O mundo já estaria bem melhor se todos esses controladores e defensores, com pregadores e demais gestores do interesse coletivo, verificassem, ao fim do seu dia, o quanto todas suas práticas obedeceram aos mandamentos de Moisés, durante cada ato no seu no cotidiano. Nos primórdios de muitas repúblicas, governos regionais ou estados confederados foram organizados desde condados com uma pequena cidade e algumas aldeias e povoados. Essas localidades elegiam os conselheiros comunais e gestores. Eram eles que ratificavam toda ou qualquer aclamação ou indicação do povo para cargos pacificadores de xerife ou juiz. Por isso abri o parágrafo anterior, lembrando as próximas eleições nas nossas localidades. Elas chegam num tempo de profunda reflexão da humanidade, ao se iniciar a terceira década do século e do milênio, permitindo assim nova consciência desde maior isolamento vivido por todos na pandemia, tenha ele sido total ou parcial, mas sempre imposição da natureza. Uma reflexão que, neste continente, vem surpreendendo com mudanças políticas recentes muito significativas em outras nações, como nas eleições bolivianas ou no plebiscito do Chile da última semana, evento que sepulta Constituição Nacional ditada pelo assassino Pinochet. Nessas normas que caíram, todos serviços nacionais de interesse coletivo eram executados por empresas. Ao Estado só competia executar serviços coletivos que dariam prejuízo para o setor empresarial, rateando seu déficit na despesa pública, desde impostos sobre trabalho assalariado do trabalhador, jamais gravado sobre lucros empresariais. Um país onde, por tempo excessivo, empresas e economia cresciam mas o povo empobrecia, desde normas espúrias e índices enganadoras sobre progresso nacional. Este despertar de agora tem a ver com recentes publicações neste blog, desde mês de julho para cá, onde destaquei uma atual “Torre de Babel” linguística na internet, desde avanço tecnológico que submeteu ciência e conhecimento ao excesso de informações descompromissadas com veracidade, para fatos e atos insuspeitados do nosso cenário cotidiano, uma sobrecarga de notícias que facilitou crescente e excessiva simplificação sobre as diversidades, singularidades, multiplicidades e as universalidades da vida, às quais agora me refiro.
Nestas eleições municipais, nada como locais da cidade, tais como os bairros e distritos, para serem tomados como ponto de partida, com vistas a que as necessárias mudanças de fato se iniciem, mesmo as que demorarão para finalizar. De modo que resultem, enfim, num novo e saudável período para aprimorar a vida urbana, na direção daquilo que chamamos de verdadeira civilidade. Precisamos partir da veracidade nos fatos, para ver a cidade de fato. Por exemplo, li ontem que o Banco Mundial anunciou um índice populacional de 1,5% de extrema pobreza novamente no Brasil. Ou seja, uma pessoa a cada 150 é miserável. Se a prefeitura promove sessão gratuita em cinema de 300 lugares, entram dois esfomeados no evento. Eles escutarão o barulho de dois abonados que comem um balde de pipocas com meio litro de refrigerante. Em linha de transporte com passe livre, a presença de famintos leva o trabalhador a sacrificar a família para adquirir um veículo automotor que impacta na mobilidade de massa. Uma capital onde a metrópole se aproxima de três milhões, como Curitiba, há uma legião de miseráveis na casa de vinte mil pessoas, caso o índice denunciado pelo Banco Mundial permaneça ou se agrave. Esse é um contingente excluído de cidadãos cujo número é maior do que toda a população na maioria dos municípios brasileiros. Direto nas ruas e nos bairros, entre vizinhos, a mudança nessa situação pode ser conquistada passo a passo. Mas também aqui, no ciberespaço nosso de cada dia, podemos todos ser agentes e objetos da transformação desejável. Nessa perspectiva já me manifestei que, nesta eleição, sou Goura e Ana em Curitiba, onde voto. E tenho sobre isso me manifestado nas redes sociais. Penso que é nas vizinhanças de cada quarteirão ou cidade, lugar de trabalhar e viver, que recomeça a melhorar a nossa nação e a nossa canção. São muitas as pessoas que hoje se tatuam ou malham para mudar massa muscular e se submetem a cirurgias para uma ou mais mudanças corpóreas. De forma consciente ou não, elas buscam assim os meios e fundamentos para obter cidadania plena, mediante maior visibilidade sobre sua própria pessoa. Todavia e por outro lado, no direito ao contraditório, buscam também reencontrar sua individualidade e singularidade diante da atual massificação informacional e perante a mesma comunidade ou sociedade urbana junto à qual se sentiam invisíveis. Vejo isso como atos revolucionários dessas almas irmãs, e lhes peço perdão por ter escrito na postagem anterior, quanto à internet, sobre “peitos e bundas patrocinadas”. E como sou, além de um velho, também arquiteto com formação em estética, recomendo alterações que se ajustem ao envelhecimento futuro, nesses corpos hoje ainda cheios de saúde. Pois garanto ser muito mais doce, macia e solidária essa vida humana depois dos 60 anos. E repito por fim abaixo todo um parágrafo reflexivo, por mim escrito e já aqui postado em setembro deste ano.
Nós refletimos em nossos espaços interiores, ou seja, no espaço orgânico e físico do nosso corpo, tudo aquilo que existe lá nos corpos do universo cósmico, no universo planetário, no universo continental, no nacional, no regional, e no universo da cidade onde vivemos e do nosso bairro. Mas há também várias dimensões nessas todas existências em variadas e diversas escalas de espaço. Assim como, dentro de nós, há uma dimensão física de ordem material e corpórea, uma dimensão emocional de ordem cultural, outra racional de ordem informacional, uma quarta dimensão é a etérea, de ordem genética que costumam chamar de “carma” e, por fim, a mais discutível delas que á a dimensão espiritual, de ordem metafísica que, aos materialistas, lhes parece como parte mais subjetiva ou intuitiva entre as crenças e convicções que nos conduzem, sobretudo em decisões muito delicadas, onde nenhuma das dimensões anteriores consegue resolver. Seguramente energias do universo, situadas fora e dentro deste nossos corpos, não configuram deus barbudo com exército de anjos, assim como representado no advento do monoteísmo, em linguagem da época. Mas há sim certa ordem no que costumei chamar de Universo Divino, a qual habita em toda dimensão da minha, sua e nossa vida. Sinto esse calor e sopro vital dentro de mim e você também. Por isso se diz que cientistas são íntimos dos mistérios divinos, de vida e morte, nesse universo e nas suas diversas dimensões.





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