Em primeiro
lugar quero dizer que o estilo deste blog deverá mudar. Será mais mundano e
irei conversando sem cerimônias com os meus visitantes por aqui. Naturalmente
isso se deve ao fato de que, como você, eu também mudei de 2018 para cá. E isso foi literalmente. Naquele ano Talitha
e eu, recém casados, havíamos feito um giro na primavera europeia e, na volta
das férias – uma espécie de lua de mel atrasada, porém bastante poética -,
muita coisa aconteceu: deixei de ser colaborador no planejamento metropolitano
estatal e me dediquei a desenhar pelas ruas, dentre os grupos de Curitiba.
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| nossa casa atual, segundo meus rabiscos e pinceladas |
E numa
Oficina de pesquisa, reflexão e criação - denominada Poética do Corpo e organizada
pela colega e ativista cultural Nicole Lima -, montei meu projeto em literatura
gráfica, que foi apresentado na mostra de encerramento da atividade, ali na
célebre Galeria Ponto de Fuga, com seu Ginger´s Bar aos fundos. Foi quando
interrompi postagens ocasionais aqui neste espaço.
Tentei depois
um ou outro caminho para implantar esse projeto, cuja pretensão era massificar
livretos de bolso, com versos e trovas ilustrados, numa linha de cordel para
leitura popular, desde todos terminais e plataformas de transporte público. O
projeto tinha três objetivos: trazer aos cidadãos de volta o habito de levar
livros no bolso ou bolsa, na esteira do folhetim leve e ilustrado, estória em
série de lançamento semanal; manter uma plataforma rentável de produção, em arte
e entretenimento cultural mais massivo e, por fim, um mercado mais estável para
ilustradores, trovadores e poetas do povo nas grandes cidades, na esteira
daquilo que chamamos de bolha criativa que já se apresenta na música, shows,
instalações, performances e demais expressões situadas entre culturas marginais
ou rurais até mais recentes urbanas e cosmopolitas, ligando e promovendo (re)
inclusão das memórias com cunho retrô ao cotidiano desta mutante
contemporaneidade. Era projeto pretensioso: difícil de expor projeções de
resultado e oferecer garantias de que tais públicos alvos fossem coordenados
por gerente assim tão “excessivamente idealista e democrático”. Enfim, sem
patrocínio a tais ideias.
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| cantinho preferido para desenhar e escrever |
Aonteceu
então que Talitha, ao final desse ano de 2018 e numa esteira profissional de crescente
capacitação em Fonoaudiologia, veio trabalhar no litoral catarinense, como
colaboradora do Hospital Unimed Litoral, em Balneário Camboriú. A mim restou
junto a ela procurar novos grupos para as atividades de desenho nas ruas e nos
campos do desenvolvimento urbano e cultural nessa cidade ou em sua região.
Tivemos um ótimo acolhimento pela comunidade local em 2019 e ao final do ano
Talitha adquiriu o canto acolhedor em que moramos hoje (ainda que eu mantenha
moradia em Curitiba, onde comigo reside também meu filho Augusto). Como ela já
fazia naquela cidade, também aqui ela desenha comigo pelas ruas em finais de
semana e me acompanha a reuniões sobre Cidadania, Desenvolvimento local ou
regional. Reflexões migraram para as redes sociais. Então, para retomada de
textos mais longos como este, proponho como temas para as próximas páginas por
aqui, que imagino duas ao mês, os seguintes assuntos:
1.Aves Raras: minhas muitas vidas e
mortes no século 20 e início do 21
2.As Torres de Babel no Planeta do
Macaco-Formiga: novo nome do Blog
3.Antes de tudo, dias de hoje e (porque
escrever neste Blog: final da trilogia suicida.
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| nossa rotina no movimento Urban Skethers |



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