Estou quase dois meses ausente desta página, depois de falar sobre a covardia de agredir e a coragem de amar. Isso se deu lá no dia 12 de novembro. Duas semanas depois, eu já me encontrava novamente apto a me manifestar por aqui. Era dia 28, numa manhã de sábado. Nessa ocasião, adiei lançar outras notas na rede social. Porque eu já possuía nova e recuperada expectativa de redesenhar os próximos natais da vida. Isso a partir de uma festa, que aconteceria dia primeiro de dezembro, para comemorar o cinquentenário do IPPUC, instituição onde trabalhei até me aposentar, cerca de cinco anos atrás. Porém, o mês de dezembro e seu natal passaram em branco e sem mais festas, nesta minha Curitiba, cidade amada de minha opção. Lá em terras gaúchas e durante o Natal, resgatei todos antigos afetos, de parentes e amizades, havidas e eternas, Até reencontrar terras do Paraná e seus amores, para, nessa última virada de ano, ingressar neste primeiro mês de 2016. A partir daquele dia 28 de novembro de 2015, passei a formatar nova inserção neste mundo, sem expectativas vãs ou vadias. Buscando mais ação junto da cidadania, ou seja, diante de quem, como eu, está próximo e disposto a andar trilha semelhante: por exemplo, companheiros e companheiras desenhadoras de rua em Curitiba, amigos e amigas na rede social, colegas de profissão e todos que identificam a mesma caminhada, em direção ao futuro. Construindo novos cenários, menos mesquinhos, para 2016. Plantando terceiro milênio que inove, sobretudo nas formas de desfrute e realizações. Muito mais amor: entre as gentes e seus lugares; imprimindo mais ritmo, som, música e dança. Em cada modo de andar, de falar ou fazer o mundo acontecer. Ver esta vida a girar ou a rolar em luz, enfim. E assim seguir em frente, sem mais velhos freios, como fazem cursos d'água, Na ordem e na harmonia geral do universo divino.
Em seguida a essa tal manhã de sábado, final de novembro, fiz depois do almoço esse desenho acima, sentado numa soleira de loja, na esquina do Palácio Riachuelo, cruzamento dessa rua com outra, a São Francisco. Havia uma jovem a meu lado, que nos levaria, semana seguinte, para desenhar a Santa Casa da Misericórdia, instituição onde atua como profissional. Contei a ela minhas expectativas para Natal, desde a festa no IPPUC. E na semana seguinte lhe relatei os resultados nulos do que esperava, mas que, todavia, me levariam para nova atividade e desafio profissional em 2016. Dali para frente, mergulhamos então, os dois, numa bela agenda de solidário companheirismo, em passeios e contatos. Essa se somou à emoção terna dos natais em família, dela e meu, locais muito distantes. Emoldurei este desenho e a presenteei. Em seguida, vivemos a passagem de ano juntos, sob o manto poderoso das águas e céus oceânicos, ficando daí impossível que a gente se afastasse até agora. Novamente, a poção do amor vem e se insinua em minha vida, pela bebida espumante de uvas moscatel rosadas. E se impõe novamente a opção: coragem do amor ou covardia do medo, noção de assumir adversidades e diversidades nesta vida insana, geralmente condenadas, julgadas como impróprias, enquanto tais ou outro caminho e carinho estranho. Escolhido e não ou nunca mais encolhido. Quando ao acaso se unem corações díspares, heterogêneos no tempo e nos espaços desta nossa existência.
Para quem me acompanhou até aqui nesta postagem confessional e não esteve pessoalmente comigo nestes dias, entre vésperas de natal e agora, desejo um lindo ano de 2016. Que se renove, a cada dia deste período, nossa imensa capacidade de reinventar a vida. Mas desde a nossa própria alma, situada no espaço interior do corpo. Sem esperar soluções e mudanças exógenas, vindas de mudança externa, alheias à nossa competência e vontade. Comecemos pelo princípio: ao tomar novamente a poção do amor e fazer a opção pela coragem de trilhar esse caminho e esse carinho, de solidária esperança e de fé na nossa capacidade pessoal e interpessoal de mudar rumos na existência, todavia a partir do cotidiano. Quiça desde nm olhar de terna confiança para pessoa sentada a seu lado, numa soleira de rua ou na sua própria casa ou bairro. Essa pessoa, ali bem perto, também é, ela como você, uma passageira do impermanente e sempre incerto cenário humano e ambiental, aqui plantado neste planeta. E nessas praças. Ou nas ruas desta nossa cidade.
Para quem me acompanhou até aqui nesta postagem confessional e não esteve pessoalmente comigo nestes dias, entre vésperas de natal e agora, desejo um lindo ano de 2016. Que se renove, a cada dia deste período, nossa imensa capacidade de reinventar a vida. Mas desde a nossa própria alma, situada no espaço interior do corpo. Sem esperar soluções e mudanças exógenas, vindas de mudança externa, alheias à nossa competência e vontade. Comecemos pelo princípio: ao tomar novamente a poção do amor e fazer a opção pela coragem de trilhar esse caminho e esse carinho, de solidária esperança e de fé na nossa capacidade pessoal e interpessoal de mudar rumos na existência, todavia a partir do cotidiano. Quiça desde nm olhar de terna confiança para pessoa sentada a seu lado, numa soleira de rua ou na sua própria casa ou bairro. Essa pessoa, ali bem perto, também é, ela como você, uma passageira do impermanente e sempre incerto cenário humano e ambiental, aqui plantado neste planeta. E nessas praças. Ou nas ruas desta nossa cidade.



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