Se o estilo do “todo poderoso” fosse o de psicoanalisar, não teríamos saído do seu divã desde o dia daquele 7x1 na Copa do Mundo brasileira, em 2014. Pois nossa autoestima nacional foi parar no ralo. Entretanto, como o universo divino é muito mais sutil, e vagaroso, e também silente (assim ensinam metafísicos da teosofia, se e quando são responsáveis), a dura verdade é que ficamos agora sem pai nem mãe, a lidar com tais e tantos ressentimentos e sentimentos. Isso porque não existe autoridade que nos diga, com todas letras e em bom tom: VOCES TODOS VÃO SE CATAR; PORQUE ESTÃO COM UMA BAITA SÍNDROME DE FALÊNCIA. E, PARA ISSO, NÃO HÁ CURA! Pior ainda: estamos brigando e nos matando uns aos outros de lá para cá. Nem bem as eleições nacionais começaram, ainda no ano passado, e todos já buscavam os culpados por esta nossa subjetiva e difusa ansiedade. Nostalgia que veio para ficar: toda NOSSA esperança perdida, fosse ela vã ou de fato vivida.
A partir dali,
armados até os dentes, muitos ainda agora estão prontos para decepar qualquer
um que seja diferente de si mesmo. Como se cada um agora já tivesse sua própria
e peculiar “resposta certa”, trazida pelo Papai Noel ano
passado ou pelo Rei Momo este ano, os gorduchos galhofeiros. Todos parecem
já ter herdado, como um valioso presente, o mais adequado conceito ou a certeza
de sua própria eficiência, eficácia e efetividade na nação. Aquilo que trará o
sucesso pessoal de volta a este mundo. Cada qual entre os proativos, com suas ideias, sentimentos,
razões e soluções perfeitas para resolver a dificuldade ou situação
degradada do cotidiano na vida. Essas criadas, segundo esse inconsciente
coletivo revoltado, por algumas babaquices horrorosas: desde o técnico caipira
e teimoso na seleção brasileira de futebol, até presidente sem charme ou dedo,
vindo da classe trabalhadora, fazendo sua sucessora uma mulher vinda da
rebelião estudantil nos anos setenta.
Todo cuidado é pouco nesta hora. Pois períodos mais fundamentalistas da História,- como Cruzadas, Santa Inquisição e o recente Nazifascismo no século passado -, já foram assim. E entre nós pareceu, ao se ver o povo nacionalista brasileiro nas ruas, dia 16 deste mês, que o objetivo principal para este ano, até as próximas eleições e Copas do Mundo, é começar de vez a acabar com todos esses tropeços. Pois que "somente assim serão extirpadas as derrotas e essa falência dominante". Como? "Eliminando pela frente todos os ineficientes, os ineficazes e toda e qualquer ação “não efetiva”, que porventura não se traduza numa retomada imediata do sucesso e da vitória!"
Todo cuidado é pouco nesta hora. Pois períodos mais fundamentalistas da História,- como Cruzadas, Santa Inquisição e o recente Nazifascismo no século passado -, já foram assim. E entre nós pareceu, ao se ver o povo nacionalista brasileiro nas ruas, dia 16 deste mês, que o objetivo principal para este ano, até as próximas eleições e Copas do Mundo, é começar de vez a acabar com todos esses tropeços. Pois que "somente assim serão extirpadas as derrotas e essa falência dominante". Como? "Eliminando pela frente todos os ineficientes, os ineficazes e toda e qualquer ação “não efetiva”, que porventura não se traduza numa retomada imediata do sucesso e da vitória!"
Aí começam os
problemas. Todo ser humano quer virtude e sucesso. Quem serão, na verdade, os
(poucos ou muitíssimos) responsáveis por tais tropeços no progresso; e serão
eles recentes? E quais serão os que (poucos ou muitíssimos) terão sucesso e vitória, ao final da mudança ora proposta e que se deseja ser efetivada? Pois mudança e
transformação deve ser realista. Realizada numa cidade, numa Nação ou para melhorar a
Humanidade Planetária. Começa por aí. Na minha modesta visão, esse movimento hoje é um
desencanto eivado de ansiedades individuais, mas que atinge todo o planeta. Existe
também na comunidade norte-americana sem mais seu velho "american way if life", entre europeus e até mesmo nos povos
asiáticos. Cada qual com determinada nostalgia, de suas oportunidades vividas no
passado, durante as muitas e diferentes fases do imperialismo e do
colonialismo, - fossem eles econômicos, políticos ou culturais - mas ainda persistentes desde o século XIX até o XX.
Quem sabe juntos consigamos delinear caminhos futuros, que recuperem toadas de esperança e estima. Ou possamos desenhar quaisquer trilhas e alternativas inovadoras... Se REALMENTE NOVAS, serão como esboços muito valiosos. Para novos cenários neste século XXI, quiçá no terceiro milênio. O que é sobremaneira pretensioso.


Após iniciar este blog, antes de ontem, deixei passar um dia e recebi 20 visitas. Voces me honram por ter se dado ao trabalho de abrir e examinar este espaço. O que me impõe seguir em frente. E hoje passo à minha segunda postagem... Saludos !
ResponderExcluirNo dia do 7 x 1 eu estava na casa de uma amiga que me hospedara com carinho no sofá de sua sala, pois recentemente eu passara por uma situação de vida pessoal que me deixou sem ter onde morar nem para onde ir. E estava desempregada; este placar não alterou em nada a minha vida nem a perspectiva sobre a mesma, que na época não era das melhores; este placar também não influenciou nas minhas escolhas eleitorais nem no meu natal; o segundo semestre de 2014 de fato não influenciou muito minhas decisões de vida, pois tudo que eu tinha em mente na época era sobreviver, e precisava de medidas urgentes e imediatas, 2015 seria planejado quando eu pudesse me dar ao luxo de fazer planos. O futebol é divertido, se não for para entretenimento, não me serve de muita coisa e de fato não modifica a realidade. A não ser a realidade daqueles que dependem deste esporte para sobreviver. Isso diz respeito a termos práticos, na paixão e fantasia de cada um talvez seja diferente. Não sei, não é meu caso. Reservo minha paixão e minha criatividade para práticas mais subjetivas. Tá bonito o blog, parabéns!
ResponderExcluirObrigado, minha querida, por ser essa pessoa franca de sempre a quem amo; e por dar início e incentivo nesta iniciativa aqui, de me revelar com todas as letras por intermédio da rede social ! Beijo o seu coração de melão!
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