Diante da matéria de sábado na Gazeta do Povo, a respeito das emendas parlamentares para o novo Plano Diretor Municipal de Curitiba, que entra em votação ainda neste ano, fiz o seguinte comentário pela rede social: O PLANO DIRETOR ESBOÇADO PARA CURITIBA EM 1965, CONSOLIDADO EM LEI ATÉ 1975 E IMPLANTADO NA CIDADE ATÉ 1995 FOI EXEMPLO PARA O PAÍS E PARA O MUNDO, COMO UMA TRANSFORMAÇÃO EFETIVA REALIZADA A PARTIR DO PLANEJAMENTO PÚBLICO. Daquele final de século para cá novos planos da cidade foram sendo aprovados. Todavia nenhum deles, como o de 1965, foi compreendido pela comunidade; para receber sua total simpatia. Muito menos um esforço pactuado, entre a prefeitura, as academias da cidade, as populações mais os setores da produção material e imaterial. Essas leis tão recentes são apenas textos tecnocráticos e de princípios gerais confusos. Eles não convencem que atenderão os princípios constitucionais e nacionais do Estatuto da Cidade, enquanto política urbana, e também não permitem uma compreensão prática do que se quer para o futuro de Curitiba.
Falei e escrevi isso por dois motivos. Em primeiro lugar porque o poder público não atende quaisquer metas e objetivos para a cidade sem essa compreensão coletiva daquilo que se quer para o futuro, pois quem acaba fazendo e desfazendo todo espaço urbano é a sociedade. Em segundo lugar porque o Planejamento Público está em baixa no mundo: ele deixou de ser proativo e aguarda tendências do planejamento empresarial e da massa consumidora para, só então, convergir suas decisões nessa direção. Se o governo não gera mais idéias e dados para regular as ações humanas, a teoria anarquista de Bakunin estava certa: poder público é desnecessário para gerir e gerenciar as discrepâncias e os "timings" diversos entre os diferentes agentes, atores e setores da sociedade. Os cofres de governo vêm sendo assaltados em todos os lugares dos mais diferentes modos, sobretudo de modo indireto, subsidiando empresas e atividades com interesse coletivo duvidoso. Assim è que governos estão desaparecendo. Até mesmo em segurança, já há prevalência de milícias e serviços privados para garantias em ruas e espaços públicos. A mim isso se aproxima de cenários anárquicos à Mad Max.
Voltando ao Plano Diretor Municipal de Curitiba. A experiência desta cidade fez com que esta lei municipal fosse, no Brasil, um instituto jurídico da Constituição Nacional, obrigatório em todas as localidades. Tudo que falha neste sentido em Curitiba tem mais reflexos na vida nacional do que qualquer desmando em cidades que tradicionalmente tem espaços desgovernados. Penso do mesmo modo que já pensava no início dos anos noventa, quando entregava meus artigos para a jornalista Nereide do caderno Viver Bem e ela os publicava na singela página Vida Urbana. Todo cotidiano da cidania é definido, estruturalmente, pela conformação urbanística assentada no território. Porisso, ouso, nesse sentido, sugerir que, apesar dos inúmeros debates já havidos sobre esta atual versão do Plano Diretor, que está para ser votada com suas emendas parlamentares na Câmara Municipal, se adie e se busque formatar uma versão menos tecnocrática e mais explícita. Que explique com clareza como de fato irão funcionar as coisas doravante em Curitiba, em itens tais como: base de dados para mediar interesses, como deliberar atos de regulação, licenciamentos, alvarás, integração com cidades vizinhas, permissões públicas e concessões, entre outros. Esses itens todos irão ser determinantes, na década seguinte, para a conformação do espaço, na resolutividades das instituições ou empresas e, ainda sobretudo, no cotidiano das pessoas, junto ao cidadão, em cada bairro ou recanto da cidade.


Plano Diretor? ufa!! estivemos, pela Associação de Moradores e Amigos do Parque Barigui em duas primeiras oficinas(Santa Felicidade e Matriz) e depois nas audiências públicas das duas regionais, sobre o tema e na última audiência na Camara . Pois bem, quando fui ao microfone, na primeira audiência e falando em nome da Associação -presentes dois vereadores(Pessutti e Stica--alguns ex tambem) e o Presidente do Ippuc-Sergio Póvoa e sua tropa...pois bem :quando fiz a seguinte leitura de uma de nossas propostas -dirigida principalmente aos vereadores presentes- " SUGESTÃO NÚMERO UM – Toda a vez que o Conselho de Urbanismo for se reunir para deliberar acerca da solicitação de alvarás que contradizem o que é permitido na Guia Amarela em função do zoneamento, mormente em ZR1, que sejam notificados os moradores e a sua Associação de Moradores do entorno do local objeto do alvará em análise, para que estes elejam no máximo dois representantes os quais terão assento no Conselho de Urbanismo e serão ouvidos em todas as sessões deste Conselho em que forem apreciadas as questões para os quais foram designados.
ResponderExcluirSUGESTÃO NÚMERO DOIS – Após a aprovação de alvarás pelo Conselho de Urbanismo. Para cada alvará aprovado deve estar aberta à consulta publica, via INTERNET de preferência, os critérios que levaram a sua aprovação(hoje na lei "a critério do conselho de urbanismo--onde mora a sacanagem geral) e quais eram as pessoas que formaram o Conselho na ocasião e a quem representavam"" etc. alem de que colocamos lá a questão do Estudo de Impacto de Vizinhança...O Sr. Póvoa me interrompeu e , grosseiramente falou que o Parque era público e não era dos moradores--evidentemente não entendendo o que eu tinha colocado pois eu estava falando do uso público do parque e dos alvaras para ele e fora dele ,no seu entorno..- e daí entramos num grande bate boca onde sobrou até para a Guarda Municipal vir se manifestar ao microfone e nos dar razão::: e que depois, por um amigo comum, fomos ao Ippuc para uma reunião de apaziguamento.
E, sempre, insistimos numa oficina especifica para discutir o uso dos espaços públicos, de forma republicana etc...assunto que ainda está rolando...temos reunião lá no dia 14.9
Pois é, amigo Jorge ! Dizem que a última Conferência da Cidade, realizada em 2013, foi nessa mesma toada: a mais fechada ao empoderamento das comunidades e organizações sociais. Incrível pois a gente deixou uma boa esteira no Conselho da Cidade para tudo andar democraticamente. Fiquei longe desde final de 201,2 mas me coloquei a disposição como sempre, tanto do IPPUC como da Câmara. Ninguém me chamou e eu estudei a fundo essa questão toda, para fazer valer o Estatuto da Cidade e a Reforma Urbana no país e nos municípios, a ponto de fazer palestras e instruir oficinas em São Paulo, exterior e em outros lugares.Acho que pessoas como nós devem continuar insistindo, pois a verdade está do nosso lado. E a democracia não deve recuar nunca diante da resistência hermética daqueles que preferem trabalhar nas sombras de gabinetes, sob diretrizes guardadas em caixas pretas. A Constituição do Brasil garante Gestão Democrática e participação para Democracia Direta.
ExcluirJá a gerência técnica está no âmbito do profissional. Se um engenheiro ou urbanista erra, deve ir ao tribunal como vai o médico que causa morte ou doença por sua imperícia. Tudo que é deliberado vai ter uma gerência para executar. A participação deve se ater às metas e diretrizes, não ao modo de executá-las, certo ? Isso tem dado muito mal entendido. Mas o modo de executar pode e deve ser fiscalizado depois pela população, de modo que não se desviem das metas e rumos pactuados na lei ou regra ou ato público. Concorda comigo ? Forte abraço e vamos em frente !
EM TEMPO, AMIGO ! Suas propostas são inteligentes e razoáveis. Mereceriam pelo menos ser levadas ao exame do Concitiba, junto ao IPPUC, antes de serem tiradas de pauta para integrar a legislação do Plano Diretor. Parabéns pelos trabalhos seus e de sua comunidade !
ResponderExcluirAmigo, caso queiras anotar : fiz protocolo no site do IPPuc, Plano Diretor, de nr.862 - onde coloquei sugestões para o zoneamento do Parque Barigui. Não fiz pela Amaparque por não chegarmos a um acordo sobre isso: e falei tambem na última reunião na CMP sobre isso: resumo - a cidade é um ser vivo que vai se modificando e o zoneamento nesta hora é burro - porque não ir de encontro ao caminho natural do local, tanto exaltado na mídia e explorado como tal- um local turistico . Pergunto: porque não explorar melhor o local fazendo dele uma "lagoa da conceição" e daqui uns 100 anos virar um Central Park(kkkk), abcs.
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